O Código Aberto de ontem [TV Novo Tempo, Sky 17] fez uma homenagem a Wendel Mattos. Explicando pra quem está de fora: Wendel foi um grande compositor adventista [sim, grande. Me atrevo colocá-lo no time de Jader Santos, Lineu Soares e Wanderson Paiva]. Entre outras músicas compostas por ele encontramos “Coisas invisíveis” do Tom de Vida, “Eu não preciso mais sonhar” de Riane Junqueira [amo esta música], “Somente a Ti” de Leonardo Gonçalves e “Sublime Esperança” de Jônatas Ferreira.
Motivo da homenagem: após anos lutando contra um tumor na cabeça, Wendel perdeu a batalha física, mas não a espiritual. Vê-lo falar, com dificuldades, mas tranqüilo, sem desespero, com esperança, sem rancor, vendo um propósito para a provação, nos alivia a alma. É o tipo de gente que fala de Cristo naturalmente, sem forçar, sem palavras bonitas, sem grande retórica ou técnicas para te convencer. Você vê verdade e sinceridade, pois ele vive a mensagem que prega.
Por outro lado, vê-lo também me pesa a alma. As provações o aproximaram de Deus [sim, as músicas citadas foram todas compostas depois de diagnosticada a doença, inclusive, o arranjo de ”Somente a Ti” foi escrito no hospital]. E fiquei pensando comigo: “Quantas vezes a gente se revolta com a vida e ao invés de procurar a Deus nos afastamos dEle”? [digo por experiência própria, quem sabe um dia escrevo sobre isso].
Bom, até hoje deu tempo de voltar, mas até quando será possível? Não quero parecer nem ser alarmista, afinal, sempre detestei aquelas pregações: “A gente sabe do agora, mas não sabe se daqui a 10 minutos você vai estar vivo. E se eu for atropelado na porta da igreja e morrer?”. Dá vontade de responder: “Olha pra os dois lados então e só atrevesse com segurança”. Mas compreendo que este tipo de pregação é, na verdade, terrorismo psicológico ou despreparo para mostrar a importância de ter Cristo em sua vida e a efemeridade da vida.
Sim, a vida é efêmera. No caso do Wendel a gente fica triste, mas não surpreso, pois, de certa forma, já era esperado. Contudo, a cerca de um mês fui surpreendida com a notícia da morte de uma amiga. Uma mulher de 30 anos que passou mal em casa, foi levada ao hospital e os médicos não conseguiram reanimar. Na ocasião fiquei abalada. Mas como? Ela era tão sadia, forte, segura de sim, alto astral e… de repente…
Foi a morte dela que me fez refletir sobre a brevidade da vida. Foi a morte de Wendel que me fez ver as “coisas invisíveis”, aquelas que, como ele mesmo disse, jamais acabarão, são sublimes e eternais.
Do que adianta ganhar o mundo e perder a alma? Do que adianta conquistar bens terrenos se não podemos carregar nenhum deles para a Eternidade? [as pirâmides egípcias que o digam]. E o mais importante: o que adianta viver aqui sem a “sublime esperança” da Eternidade? Encarar a morte com Cristo é triste, sem Ele é desesperador.
São apenas pontos para se refletir. Espero aprender [e espero que você também aprenda] que “somente a Ti [Deus]” é devida toda a atenção, adoração e dedicação. O resto, é resto!
Por último deixo minha música favorita: aquela que acredito que Wendel cantará na manhã da redenção: “Eu não preciso mais sonhar”, pois, agora, é real!
Bem aventurados os que [vivem e] dormem no Senhor.